Primos recebem pena de 14 anos por morte de idoso após discussão por som alto em Campo Grande
Justiça condena dois primos a 14 anos de prisão pela morte de idoso agredido após discussão por som alto no Jardim Aero Rancho, em Campo Grande.
Dois homens foram condenados a 14 anos de prisão em regime fechado pela morte de um idoso ocorrida após uma discussão motivada por som alto no Bairro Jardim Aero Rancho, em Campo Grande.
O julgamento aconteceu nesta segunda-feira (12), durante sessão do Tribunal do Júri. Os réus Paulo Henrique Pereira da Cruz Nascimento e Victor Manoel da Silva dos Santos foram considerados culpados pela morte de Claudionor Lopes dos Santos, de 67 anos.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o crime aconteceu na noite de 30 de abril de 2023, na Rua Galeão.
De acordo com a acusação, os envolvidos estavam consumindo bebidas alcoólicas, ouvindo música em volume elevado e fumando narguilé quando a vítima reclamou do barulho.
Após a discussão, os acusados teriam invadido a residência do idoso, arrombando o portão do imóvel e iniciando as agressões com pedras e uma barra de ferro. Claudionor sofreu ferimentos graves na cabeça e morreu ainda no local.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima em relação aos dois condenados.
Na sentença, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida destacou que Claudionor teve sua capacidade de defesa reduzida após o portão da casa cair sobre ele durante as agressões.
O magistrado também determinou a prisão imediata dos condenados, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre execução provisória da pena após decisão do Tribunal do Júri.
O terceiro réu do processo, Vanderson Silva dos Santos, irmão de Victor, foi absolvido da acusação de homicídio doloso. Ao final da sessão, a Justiça determinou a expedição de alvará de soltura em favor dele.
Os jurados entenderam que Vanderson praticou apenas o crime de dano, sem participação direta no homicídio. Segundo o processo, ele admitiu ter entrado na residência após as agressões e danificado objetos dentro do imóvel.
Na época do crime, moradores da região relataram que as discussões envolvendo som alto eram frequentes no bairro e que a vítima já havia reclamado diversas vezes do barulho vindo da residência dos acusados.


