PSDB enfrenta esvaziamento de chapa para deputado federal após novas desistências em Mato Grosso do Sul

Desistências de lideranças regionais aumentam a preocupação do PSDB em Mato Grosso do Sul e colocam em risco a competitividade da legenda na disputa por vagas na Câmara dos Deputados.

PSDB enfrenta esvaziamento de chapa para deputado federal após novas desistências em Mato Grosso do Sul

O PSDB de Mato Grosso do Sul vive um momento de incerteza na preparação para as eleições de outubro. A legenda tem enfrentado uma sequência de desistências que ameaça enfraquecer sua chapa de candidatos à Câmara dos Deputados e reduzir suas chances de conquistar representação federal.

A mais recente baixa confirmada foi a do ex-prefeito de Chapadão do Sul, João Carlos Krug. Considerado uma das principais lideranças políticas da região norte do Estado, Krug anunciou que não disputará uma vaga na Câmara Federal. Segundo ele, a decisão foi motivada por questões particulares.

A saída do ex-prefeito gera preocupação entre dirigentes tucanos. Com uma trajetória consolidada na política sul-mato-grossense, Krug acumulou quatro mandatos à frente da Prefeitura de Chapadão do Sul e era visto como um dos nomes mais competitivos da legenda para a disputa proporcional.

Além de desistir da candidatura, Krug também não indicou possíveis substitutos para ocupar o espaço deixado na chapa e evitou comentar sobre eventuais apoios eleitorais para o pleito deste ano.

Outra movimentação que chamou atenção dentro do partido ocorreu em Ponta Porã. A primeira-dama do município, Paula Consaler Campos, chegou a deixar o cargo de secretária municipal de Governo e Comunicação para se dedicar à pré-candidatura a deputada federal. Entretanto, posteriormente recuou da decisão e retornou à administração municipal, alimentando especulações sobre sua permanência fora da corrida eleitoral.

Nos bastidores, lideranças partidárias avaliam que novas desistências ainda podem ocorrer. Entre os motivos apontados estão dificuldades financeiras de campanha, reavaliações estratégicas e dúvidas sobre a viabilidade eleitoral da chapa.

Com a saída de nomes considerados fortes eleitoralmente, cresce a preocupação entre os integrantes do partido quanto à capacidade de alcançar votação suficiente para garantir cadeiras na Câmara dos Deputados, seja por votação direta ou por meio do quociente eleitoral.

Apesar das dificuldades, o PSDB ainda mantém alguns nomes no grupo de pré-candidatos. Entre eles estão a vice-prefeita de Corumbá e ex-deputada federal Bia Cavassa, o vereador de Campo Grande Professor Juari, a ex-secretária estadual de Cidadania Viviane Luiza e a presidente da Câmara Municipal de Dourados, Liandra da Saúde.

Entretanto, informações de bastidores indicam que algumas dessas pré-candidaturas também podem ser reavaliadas nas próximas semanas, aumentando o clima de apreensão dentro da legenda.

O cenário representa mais um desafio para os tucanos sul-mato-grossenses, que já enfrentam um período de reorganização após a saída de importantes lideranças partidárias nos últimos anos. Embora o partido ainda busque manter protagonismo nas eleições estaduais, o esvaziamento da chapa federal pode comprometer seus planos de ampliar a representação política em Brasília.

Nos próximos meses, a direção estadual deverá intensificar articulações para reforçar a nominata e tentar recuperar a confiança dos filiados e apoiadores. O objetivo é evitar que novas baixas comprometam definitivamente a estratégia eleitoral da legenda para 2026.