Governador Riedel não conversa com deputados, dizem bastidores. Oposição de olho no descontentamento na ALMS.

Sem assumir compromissos, governador deixa Reinaldo Azambuja sozinho. “Empurrão de barriga” irrita deputados.

Governador Riedel não conversa com deputados, dizem bastidores. Oposição de olho no descontentamento na ALMS.
Governador Eduardo Riedel evita conversas com Deputados e aliados. IA

O favoritismo de Eduardo Riedel nas pesquisas começou a cobrar preço dentro da própria base. A avaliação que corre nos bastidores do Palácio e da Assembleia Legislativa é que o governador adotou postura de isolamento. Segundo relatos de aliados, Riedel não conversa com ninguém e não assume compromisso com sua base de deputados, enquanto candidatos às cadeiras proporcionais se veem abandonados no pleito eleitoral e montagem das chapas.

Com o cenário apontando vitória no 1º turno, o Palácio engessa a articulação política. Deputados e postulantes a deputado estadual e federal reclamam, nos bastidores, que ficaram “órfãos” de comando e estratégia. Sem interlocução, a base perde ritmo na organização eleitoral.

As movimentações na Assembleia Legislativa do Estado estão a todo vapor. Nos bastidores, parlamentares da base aliada demonstram insatisfação com o que chamam de “empurrão de barriga” do governador. O termo, usado internamente nos corredores da Casa, resume a sensação de que pedidos, indicações e alinhamentos políticos estão sendo empurrados sem resposta concreta.

A insatisfação, porém, ainda não é pública. O que se ouve nos gabinetes são críticas reservadas e reclamações contra a falta de interlocução. Mesmo assim, segundo fontes próximas ao governo, alguns já começaram a testar conversas com grupos de oposição. Sinal de que o “sereno” pode não durar até outubro.

O paralelo histórico assusta aliados. Em 2014, MS teve um favorito nas pesquisas que adotou postura semelhante de isolamento e acabou perdendo a eleição para o grupo político que hoje está no governo. Será que esqueceram desse detalhe? A pergunta corre nos gabinetes enquanto a conta do encastelamento pode chegar antes do voto.

Quem começa a sentir o peso da postura do Palácio é o pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja. Segundo avaliação de interlocutores, com a atitude de Riedel de não assumir compromissos e manter clima de “já ganhou”, o ex-governador tem ficado sozinho na linha de frente. Azambuja acaba assumindo todos os compromissos com a base enquanto o governador segue sem abrir espaço para negociação, dizem aliados.

Esta é uma análise de bastidores do JG Notícias. O governo do Estado foi procurado e o espaço segue aberto para manifestação.