"A DESISTÊNCIA" DE NELSINHO TRAD NÃO É RECUO. É JOGADA DE XADREZ

Reinaldo Azambuja, Eduardo Riedel e agora Nelsinho Trad não estão brigando por 2026. Eles já dividiram 2030.

"A DESISTÊNCIA" DE NELSINHO TRAD NÃO É RECUO. É JOGADA DE XADREZ
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Campo Grande, 31 de julho de 2026 - A notícia de que o senador Nelsinho Trad desistiu da candidatura à reeleição como titular ao Senado precisa ser lida com cuidado. Nos bastidores, o movimento não é recuo. É jogada de xadrez.

Segundo publicação do site JG Notícias nesta quinta-feira, Nelsinho aceitou compor a chapa como 1º suplente do ex-governador Reinaldo Azambuja nas eleições de 2026.

A decisão vem após semanas de pressão do diretório nacional do PSD e do bloco governista liderado por Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja. Presidente estadual do PSD, Nelsinho chegou a defender candidatura própria. A cúpula nacional vetou e determinou apoio a Riedel.

Sem espaço para disputa direta, o tabuleiro foi reorganizado: Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como titulares ao Senado, com Nelsinho Trad como suplente de Reinaldo.

A MANOBRA POLÍTICA ANTECIPADA MIRANDO 2030

Nos bastidores, a "desistência" já está arquitetada pensando em dois movimentos.

1. 2026 - 2030: Reinaldo Azambuja se elege senador e, em 2030, retorna ao Palácio do Governo. Para assumir, precisa renunciar ao mandato no Senado.

Quem assume a vaga? O 1º suplente Nelsinho Trad. Ele herda 4 anos de mandato de senador, sem passar por eleição.

2. 2030: A outra ponta da manobra é o atual governador Eduardo Riedel, já reeleito. A projeção é que Riedel deixe o governo em 2030 para disputar e se eleger senador, com apoio do governo e de todo o grupo político.

Ou seja: o acordo fecha o ciclo. Reinaldo volta a governar, Riedel vai para o Senado e Nelsinho assume a vaga que Reinaldo deixar. Ninguém perde espaço.

Tradução: Nelsinho abre mão da briga agora para não se desgastar e garante cadeira em 2030. Sai de candidato e vira herdeiro da vaga.

O movimento esvazia a candidatura própria do PSD e organiza o palanque da direita em Mato Grosso do Sul para os próximos dois pleitos: 2026 e 2030.

O PSD-MS realiza neste sábado, 01 de agosto, convenção estadual na Rádio Clube Cidade, em Campo Grande, para oficializar a chapa.

CONCLUSÃO: OS VERDADEIROS DONOS DO TABULEIRO ou seja "DA PORRA TODA"

No fim das contas, eleição em Mato Grosso do Sul não se ganha na urna. Se ganha no gabinete.

A "desistência" de Nelsinho Trad escancarou isso. Enquanto alguns disputam voto, outros disputam tempo. Reinaldo Azambuja, Eduardo Riedel e agora Nelsinho Trad não estão brigando por 2026. Eles já dividiram 2030.

É a política do compasso: um governa, o outro vai pro Senado, o terceiro segura a suplência. Ninguém sai. Só revezam a bola.

Quem manda de verdade não precisa gritar. Senta, articula, espera 4 anos e pega a vaga pronta.

Edição JG Notícias.