Esvaziado no estado e a tranco e barrancos, PSDB marca sua convenção em MS
Evento vai definir candidaturas e alianças para 2026, mas partido enfrenta baixas de lideranças e dificuldades na montagem de chapas
A Federação PSDB-Cidadania em Mato Grosso do Sul convocou para o próximo dia 21 de julho a sua Convenção Estadual Eleitoral. O encontro está marcado das 15h às 18h, na sede da Federação, na Avenida Ministro João Arinos, nº 156, em Campo Grande.
Assinada pelo presidente do Colegiado Estadual, Pedro Caravina, a convocação prevê deliberações sobre a estratégia para 2026, homologação de candidaturas, autorização para alianças e a definição dos números para as urnas.
Na pauta oficial, a Federação destaca o objetivo de "fortalecer a organização partidária" e construir um projeto "baseado no diálogo e na responsabilidade". O texto cita ainda a estrutura que o PSDB construiu nos últimos anos no estado, com prefeitos, vereadores e deputados.
Porém o cenário atual é de retração.
O PSDB-MS chegou a 2026 sem três de suas principais referências. O ex-governador Reinaldo Azambuja deixou a legenda. Os deputados federais Dagoberto Nogueira, Geraldo Rezende e Beto Pereira também migraram. Beto ainda amargou derrota já no 1º turno da disputa pela Prefeitura de Campo Grande.
Sem essas lideranças, a Federação enfrenta dificuldades para fechar chapas nas eleições proporcionais e vive um processo de esvaziamento. Dirigentes reconhecem nos bastidores que a montagem das listas está "a tranco e barrancos".
Enquanto isso, o governador Eduardo Riedel (PP), que busca a reeleição, mantém ambiente estável. Com favoritismo nas pesquisas, Riedel concentra articulações com PL, PP e Republicanos — partidos que também apoiam o projeto nacional de Flávio Bolsonaro. Aliados do PSDB, no entanto, avaliam que ficaram "no sereno" nesse tabuleiro.
A expectativa da direção do PSDB-Cidadania é usar a convenção para ao menos consolidar um núcleo duro e garantir presença nas urnas em 2026. O edital prevê ainda que outros assuntos partidários e federativos possam ser deliberados, respeitando o calendário da Justiça Eleitoral.
Para a sigla, o desafio agora é transformar a convenção em um ponto de virada. Sem o grupo que liderou o partido na última década, a missão será provar que ainda existe força de mobilização no estado.
Edição: JG Notícias.
