PL vive impasse por vaga ao Senado: vaga de Azambuja não é consenso e Bolsonaro banca Pollon

‘É a escolha de Bolsonaro’: família impõe Pollon e deixa vaga de Azambuja ao Senado em risco no PL

PL vive impasse por vaga ao Senado: vaga de Azambuja não é consenso e Bolsonaro banca Pollon
Família Bolsonaro banca Pollon e racha PL por vaga ao Senado

O Partido Liberal (PL) segue sem definição sobre as duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul.

Apesar do presidente estadual do partido, Reinaldo Azambuja (PL), insistir que tem a primeira vaga garantida, o nome do ex-governador não é consenso na militância do PL e nem entre lideranças nacionais.

Na prática, os dois favoritos para a 1ª e 2ª vagas hoje são Capitão Contar e o deputado federal Marcos Pollon. Se Reinaldo Azambuja não se cuidar, corre risco real de ser preterido.O ex-governador tenta construir a segunda vaga com o mínimo de desgaste possível, mas enfrenta resistência.

Ele prometeu usar pesquisa como critério de escolha, mas pode ser atropelado pela vontade da família Bolsonaro.

A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro tem repetido, nas redes sociais e em conversas com lideranças políticas, que Pollon é o escolhido. “Ele é o escolhido do presidente Bolsonaro”, declarou Michele nesta semana, após reunião com lideranças de MS.

O próprio presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, admitiu que está difícil demover a família Bolsonaro da ideia. Valdemar já havia prometido uma das vagas a Contar, reconhecendo a trajetória do capitão ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro desde 2018 e a capilaridade que ele mantém junto à base bolsonarista em MS.

Valdemar pediu para Flávio Bolsonaro (PL) interceder junto ao pai, que ainda não se manifestou. Flávio segue atuando para convencer Jair Bolsonaro e Michele a apoiarem Contar, reforçando o histórico de lealdade do capitão ao projeto político da família e a boa aceitação dele entre os militantes do PL.

As pesquisas apontam o favoritismo de Contar e de Reinaldo. Na semana passada, em entrevista na Capital, Azambuja afirmou que já concluiu duas pesquisas, da Paraná Pesquisas e Quest, para balizar a escolha. Segundo ele, o critério foi combinado na presença de Jair Bolsonaro.

Sobre a pressão de Michele por Pollon, Reinaldo disse que "podem até mudar o critério, mas precisam avisar". Contar, que participava do mesmo evento, lembrou que Bolsonaro prometeu vaga para quatro nomes: ele, Gianni Nogueira, Pollon e Reinaldo.

Para o capitão, que sempre esteve na linha de frente em defesa do bolsonarismo no Estado, o mais justo seria definir por pesquisa.

A estratégia de Azambuja, porém, pode ter sido um tiro no pé. Ao tentar amarrar a disputa pelo critério da pesquisa, o ex-governador agora vê o próprio nome questionado dentro do partido. A família Bolsonaro já se mostrou imprevisível em outras disputas e o plano de Reinaldo e aliados corre um sério risco de não dar certo. Como diz o ditado: o feitiço pode se voltar contra o feiticeiro.