Vereadores de Campo Grande avaliam nova eleição e cassação da prefeita Adriane Lopes
Vereadores de Campo Grande já discutem nos bastidores cenários de nova eleição para a prefeitura da Capital.
Vereadores de Campo Grande avaliam nova eleição e cassação da prefeita
Vereadores de Campo Grande já discutem nos bastidores cenários de nova eleição para a prefeitura da Capital. Diante da crise instalada no Paço Municipal, envolvendo a administração da prefeita Adriane Lopes (PP), e da operação da Polícia Federal que investiga suspeita de compra de votos nas eleições de 2024, parlamentares da Câmara não descartam duas medidas: a convocação de novas eleições ou a abertura de um pedido de cassação do mandato.
A atual gestão sofre complicações com corrupção, investigações de assédio e prisões. O cenário se agravou após a Operação "Buraco Sem Fundo", do MPMS, que prendeu o então diretor-presidente da Agesul, Rudi Fiorese, e com as exonerações de secretários municipais por denúncias de violência contra mulher e assédio sexual. Na visão de alguns vereadores, a situação fica cada vez mais insustentável.
Para esses parlamentares, toda a população está sofrendo por conta da má administração.
Nova eleição à vistaApós defender que Campo Grande tenha uma nova eleição caso sejam comprovadas irregularidades na campanha de 2024, o vereador Maicon Nogueira (PP) publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (19) para explicar o que pode acontecer caso a chapa formada pela prefeita Adriane Lopes e pela vice-prefeita Camilla Nascimento seja cassada pela Justiça Eleitoral.
Segundo o parlamentar, como o atual mandato ainda está dentro dos dois primeiros anos de gestão, a legislação eleitoral prevê a realização de uma nova eleição para definir o comando do Executivo municipal. "Se for evidenciado que houve crime de compra de votos, o que pode acontecer nessas suspeitas e denúncias? Novas eleições.
Campo Grande caminha para novas eleições", afirmou Maicon Nogueira.O burburinho ganhou força nos corredores da Casa de Leis. Segundo relatos de vereadores, os bastidores da Câmara Municipal "estão pegando fogo" desde que a PF deflagrou a investigação no dia 19.
Mesmo com a pressão, os vereadores vão agir com cautela, pois a polícia e a Justiça estão conduzindo as investigações e intervenções. A avaliação interna leva em conta não só o inquérito federal, mas também a alta rejeição da prefeita, o desgaste com o funcionalismo após o reajuste salarial parcelado de 4,39% e a sequência de quedas de auxiliares nomeados pela gestão.
Por enquanto, não há protocolo oficial de cassação. Mas o tema entrou na pauta de articulações entre os edis. Nos bastidores, a frase que se repete é: "se o Paço ruir, a Câmara precisa estar pronta".
Por JG Notícias.


