Chapa do Avante entra em colapso após operação da PF contra prefeita Adriane Lopes

A chapa do Avante em Mato Grosso do Sul está prestes a implodir. Após a operação da Polícia Federal contra a prefeita de Campo Grande.

Chapa do Avante entra em colapso após operação da PF contra prefeita Adriane Lopes
Deputado estadual Lídio Lopes, prefeita Adriane Lopes e senadora Thereza Cristina e comissionados. Thereza

Partido presidido por Lídio Lopes depende da máquina da prefeitura e teme perda de espaço em 2026 Campo Grande – A chapa do Avante em Mato Grosso do Sul está prestes a implodir.

Após a operação da Polícia Federal contra a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, a sigla enfrenta um cenário de instabilidade política e risco de perda de influência no Estado às vésperas das eleições de 2026.

O nó familiar no poder: O Avante é presidido no Estado pelo deputado estadual Lídio Lopes, filiado ao Avante desde 2026 e que assumiu a presidência da sigla em MS em março deste ano. Ele é casado com a prefeita Adriane Lopes, que está filiada ao Progressistas - PP desde 2023.

O PP é também o partido do governador Eduardo Riedel, que deixou o PSDB e se filiou ao Progressistas em agosto de 2025, e da senadora Tereza Cristina, eleita e em mandato pelo PP.

Ou seja, a sigla do Avante depende de uma ponte direta com a máquina pública do PP pra sobreviver em Campo Grande.

Dependência total da máquina: A chapa do Avante hoje depende totalmente da estrutura da prefeitura. Cargos, articulação política e recursos. Tudo passa pelo Paço Municipal.

O problema: todos temem a perda do mandato da atual prefeita Adriane Lopes. Sem a prefeitura, o partido perde espaço drasticamente e fica à deriva no jogo de 2026.

Isolamento político:  O Avante já vem sofrendo as consequências. Com a prefeita enfrentando as investigações e o desgaste público, o isolamento político dela se reflete direto no partido.

Aliados se afastam, apoios esfriam, e a sigla perde força nas articulações.

Vereadores falam em novas eleições: Nos corredores da Câmara Municipal de Campo Grande, vereadores já cogitam abertamente o cenário de novas eleições caso Adriane Lopes perca o mandato. O clima é de indefinição e cada grupo começa a se reposicionar.

Planos em risco: Com a estrutura baseada na prefeitura, os planos da chapa do Avante para 2026 estão com sérios problemas. Sem a máquina municipal, a sigla perde competitividade e vê seus projetos políticos ameaçados.

A operação da PF contra Adriane Lopes escancarou a dependência do partido. E mostrou que, na política, quem concentra todas as fichas em um único endereço de poder, corre o risco de naufragar quando esse endereço balança.

Por JG Notícias.