Procedimento inovador trata síndrome urinária rara sem comprometer fertilidade
Tecnologia minimamente invasiva trata condição urinária rara e preserva fertilidade de paciente em Campo Grande.
Procedimento inovador trata condição urinária rara e preserva fertilidade em paciente
Um caso considerado raro e desafiador na área da urologia foi tratado com uma técnica inovadora em Campo Grande. O procedimento foi realizado no Hospital Proncor e utilizou uma tecnologia minimamente invasiva ainda pouco difundida no Brasil.
O paciente, de 40 anos, apresentava dificuldade significativa para urinar, mesmo sem aumento da próstata — fator que normalmente está associado a esse tipo de sintoma. Exames indicaram que a bexiga já estava sendo prejudicada pelo esforço constante para eliminar a urina.
Condição rara pode ser confundida com problema de próstata
O diagnóstico apontou para a chamada síndrome de Marion, uma disfunção em que o colo da bexiga não se abre corretamente durante a micção. Apesar de não haver obstrução física evidente, o fluxo urinário fica comprometido.
Por apresentar sintomas semelhantes aos de doenças prostáticas, como jato fraco e sensação de esvaziamento incompleto, a condição pode ser facilmente confundida, o que atrasa o diagnóstico correto.
Sem o tratamento adequado, o quadro pode evoluir e causar complicações mais graves, como infecções urinárias frequentes, perda da capacidade de contração da bexiga e até comprometimento da função renal.
Tecnologia evita cirurgia e preserva função reprodutiva
Para tratar o caso, a equipe médica optou pelo uso do iTind, um dispositivo temporário inserido pela uretra, sem necessidade de cortes ou retirada de tecido.
A tecnologia atua remodelando o canal prostático e o colo da bexiga ao longo de alguns dias. Após esse período, o dispositivo é retirado, permitindo a melhora do fluxo urinário.
Um dos principais benefícios desse método é a preservação da função ejaculatória, fator relevante especialmente para pacientes mais jovens que desejam manter a fertilidade.
Indicação depende de cada caso
O procedimento não é indicado para todos os pacientes, sendo mais recomendado para casos com próstata de pequeno a moderado volume e sintomas urinários obstrutivos.
No caso tratado em Campo Grande, a escolha da técnica permitiu não apenas aliviar os sintomas, mas também preservar a saúde reprodutiva do paciente, melhorando sua qualidade de vida.
Fonte: Campo Grande News


