Rudi Fiorese é exonerado da Agesul após prisão em operação que investiga fraudes em contratos de tapa-buracos

Rudi Fiorese foi exonerado da Agesul após ser preso em operação do MPMS que investiga supostas fraudes em contratos de tapa-buracos em Campo Grande.

Rudi Fiorese é exonerado da Agesul após prisão em operação que investiga fraudes em contratos de tapa-buracos
(Foto: Roberta Martins)

O Governo de Mato Grosso do Sul decidiu exonerar o engenheiro Rudi Fiorese da presidência da Agesul, Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos, após sua prisão durante a Operação Buraco Sem Fim, deflagrada nesta terça-feira (12) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

A exoneração deve ser publicada na edição desta quarta-feira (13) do Diário Oficial do Estado.

Rudi Fiorese ocupava o cargo de diretor-presidente da Agesul e foi preso em Campo Grande durante a ação que investiga supostas fraudes em contratos de manutenção viária e serviços de tapa-buracos na Capital.

A operação é conduzida pelo Gecoc, Grupo Especial de Combate à Corrupção, pelo Gaeco, Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado, pela Unidade de Apoio à Investigação e pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital.

Segundo o Ministério Público, o grupo investigado teria manipulado medições de serviços para permitir pagamentos por obras executadas parcialmente ou que, conforme a apuração, poderiam não ter sido realizadas.

A investigação aponta que uma empresa alvo da operação recebeu mais de R$ 113,7 milhões em contratos e aditivos firmados com a Prefeitura de Campo Grande entre 2018 e 2025.

Rudi Fiorese foi levado à Depac-Cepol. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Além de Fiorese, também foi preso Edvaldo Aquino, apontado como coordenador das ações de tapa-buracos da Capital. Outras quatro pessoas foram alvo de mandados de prisão.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão para apurar possíveis irregularidades em contratos e serviços executados na cidade.

Durante as buscas, os investigadores apreenderam pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Em um dos endereços ligados a um servidor, foram encontrados R$ 186 mil. Em outro imóvel alvo da operação, os agentes localizaram R$ 233 mil em espécie.

A prisão de Rudi Fiorese provocou reação imediata do Governo do Estado, já que o engenheiro ocupava um cargo estratégico na administração estadual, à frente de um dos principais órgãos responsáveis por obras e infraestrutura em Mato Grosso do Sul.

Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística informou que tomou conhecimento da operação, mas destacou que a investigação apura contratos do Município de Campo Grande e que o Governo do Estado não é alvo da apuração.

A Seilog também afirmou que Fiorese aparece na investigação por sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital, período ao qual a apuração se restringe. A pasta informou ainda que acompanha o caso e que já adotou as providências necessárias, com a exoneração do servidor.

Rudi Fiorese é engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e atua há mais de 40 anos na área de infraestrutura e obras públicas.

Entre 2017 e 2023, ele foi secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, período em que coordenou obras de pavimentação, recapeamento, corredores de ônibus e serviços de limpeza urbana.

Desde 2023, Fiorese integrava a estrutura da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul, onde passou a ocupar funções ligadas à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos.

Até o momento, o Governo do Estado não informou quem assumirá interinamente o comando da Agesul.

As defesas dos investigados não haviam se manifestado oficialmente até a última atualização do caso.