Título: Sigilo no cafezinho: Campo Grande contrata coffee break sem licitação e esconde valor do contrato
Sigilo no cafezinho da "Prefeita"
Transparência passou longe do coffee break da Prefeitura de Campo Grande.O Diogrande publicou o extrato de um contrato pra fornecer serviço de alimentação ao Fundo Municipal de Enfrentamento à Violência e Promoção dos Direitos da Mulher. A contratação foi por dispensa de licitação, com base no artigo 75, inciso II, da Lei 14.133/2021. Assinou: prefeita Adriane Lopes, na quinta, dia 14.Só faltou combinar com a Lei de Acesso à Informação. O documento oficial não diz quanto vai custar. Zero. Nada. O contribuinte não tem como saber o preço do café servido com dinheiro público.A prefeitura garante que fez "análise detalhada dos elementos constantes dos autos". Tradução: está tudo certo, confia. Mas a parte de informar o valor ficou pra depois. Ou não ficou.A LAI é clara: publicidade é regra, sigilo é exceção. Valor de contrato público não é dado sensível nem estratégico. É básico. Diário oficial existe pra isso.Já se passaram mais de dez dias desde o pedido de esclarecimento. A prefeitura não explicou por que omitiu o montante.Dispensa de licitação é legal em contratação de menor valor. Esconder o valor não é. No fim, o Fundo da Mulher ganhou um coffee break, e o campo-grandense ganhou mais uma dúvida: quanto custou o cafezinho?


