TJ mantém prisão de Rudi Fiorese e mais dois na Operação Buraco Sem Fim que envolve Prefeitura Municipal de Campo Grande.
Gaeco: STJ decide manter presos os protagonistas da operação
STJ mantém prisão de Rudi Fiorese e mais dois na Operação Buraco Sem Fim.
Só um investigado ganhou tornozeleira dos sete presos na Operação Buraco Sem Fim, apenas Antônio Roberto Bittencourt vulgo "PETECA" deixou a cadeia.
Ele usa tornozeleira eletrônica. A decisão considerou idade acima de 70 anos e problemas de saúde.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus a três alvos principais da operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).
Continuam presos o ex-secretário de Infraestrutura Rudi Fiorese, o ex-superintendente Mehdi Talayeh e o coordenador do tapa-buraco Edvaldo Aquino.
O ministro Hernan Benjamin barrou o pedido. “A situação dos autos não apresenta nenhuma excepcionalidade a justificar a prematura intervenção desta Corte Superior.
Deve-se, por ora, aguardar o esgotamento da jurisdição do Tribunal de origem”, escreveu.Em 19 de maio, o desembargador Zaloar Murat Martins, da 3ª Câmara Criminal do TJMS, já havia negado liberdade a Rudi Fiorese.
O magistrado pediu informações à juíza May Melke, que autorizou as prisões. O caso ainda será analisado pelos três desembargadores da Câmara. Quem foi preso Além de Rudi, Antônio Roberto e Edvaldo, também foram detidos: o superintendente da Sisep Mehdi Talayeh; os servidores Erick Antônio Valadão e F ernando de Souza Oliveira; e o empresário Antônio Bittencourt, filho de Antônio Roberto.
O esquema Gaeco e Gecoc cumpriram sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Nas buscas, foram encontrados R$ 429mil em dinheiro vivo cerca de R$ 186 mil na casa de um servidor e R$ 233 mil no imóvel de outro alvo.
O Ministério Público investiga organização criminosa que fraudava a execução do serviço de tapa-buraco em Campo Grande.
A apuração aponta manipulação de medições e pagamentos indevidos. “Evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”, diz nota do MPE.Entre 2018 e 2025, a empresa investigada fechou contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões com a prefeitura.


